Não é sofrer pelo sofrimento em si, mas porque o sofrimento faz parte da vida.

“Se, na verdade, estamos totalmente unidos a Cristo pela semelhança da sua morte, também o estaremos pela semelhança da sua ressurreição”
Rom. 6, 3-11


Esta semana almoçava com 2 amigas e falávamos da mãe de uma outra amiga que está gravemente doente. E falávamos do sofrimento fazer tão fortemente parte da cultura judaico-cristã. O sofrimento está altamente fora de moda hoje em dia. Estou actualmente a pensar mudar de casa construindo uma casa de raiz. O principal critério para a casa é ser confortável, nos dias de hoje não sabemos viver sem ser confortavelmente. Penso que faz todo o sentido viver confortavelmente aproveitando as tecnologias actuais. A tecnologia actual permite-nos maravilhas: estou a escrever este texto, engano-me apago carregando numa tecla, quero procurar uma palavra que escrevi faço um “find” e em 2 segundos encontro o que quero. Tudo é tão rápido, tão simples…
Mas o sofrimento, a doença, a morte, não tem solução com uma tecla, não se descobre a solução de uma doença com um simples “find”. Aí ficamos desorientados, perdidos. O homem “todo-poderoso” afinal não consegue tudo.
O sofrimento faz parte da vida. São Paulo na 1ª Carta aos Corintios 4, 10 diz que quem segue Cristo é considerado louco. Temos que ser loucos para seguir a Cristo, aceitar o sofrimento como parte da Vida, aceitar sofrer por quem amamos. Não é sofrer pelo sofrimento em si, mas porque o sofrimento faz parte da vida, como as alegrias fazem parte da vida.

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