Os sinais de Deus

“Naquela região havia pastores que passavam a noite no campo, guardando os rebanhos. Apareceu-lhes um anjo, e luz gloriosa do Senhor envolveu-os. Ficaram muito assustados, mas o anjo porém lhes disse «Não temais! Eis que vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo. Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo-Senhor, na cidade de Davi. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido envolto em faixas deitado numa manjedoura.» (…) Quando os anjos os deixaram em direcção ao céu, os pastores disseram entre si: «Vamos já a Belém e vejamos o que aconteceu, o que o Senhor nos deu a conhecer». Foram então às pressas e encontraram Maria, José e o recém-nascido deitado na manjedoura (…)”
Lc 2, 8-20


Os pastores viviam no campo, à noite, vulneráveis ao frio, à chuva, às tempestades e é aí nessa vulnerabilidade que Deus lhes fala. A nós custa-nos tanto estar vulneráveis, sujeitos às intempéries que podem surgir a qualquer momento… mas é aí que Deus nos pode falar. Os pastores confiaram nos sinais dados pelo Senhor e seguiram-nos sem hesitar porque queriam encontrar Jesus.
Como reconhecemos nós os sinais de Deus no nosso dia-a-dia? Como acolhemos estes sinais, que reacção gera em nós?
Deus começa por lhes dizer que não tivessem medo… o seu próprio filho também se sujeita às intempéries confiado em Deus… Os pastores fizeram este percurso na escuridão da noite. E nós? Se o caminho é exigente, prosseguimos com tanta certeza e convicção? Creio que este poderá ser o convite do Senhor para este Advento e para este Natal: a não termos medo de nos sentirmos vulneráveis, de nos expormos às intempéries, de viver as dificuldades da vida, porque é aí que Deus se pode revelar e nos pode dar uma resposta de vida.

Os comentários estão encerrados.