“No fim a vossa alegria será completa”

“Jesus, percebendo que o queriam interrogar, disse-lhes: «Estais entre vós a inquirir acerca disto que Eu disse: ‘Ainda um pouco, e deixareis de me ver, e um pouco mais, e por fim me vereis’? Em verdade, em verdade vos digo: haveis de chorar e lamentar-vos, ao passo que o mundo há-de gozar. Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria! A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque chegou a sua hora; mas, quando deu à luz o menino, já não se lembra da sua aflição, com a alegria de ter vindo um homem ao mundo. Também vós vos sentis agora tristes, mas Eu hei-de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.”
Jo 16, 19-22
 
Bom dia Jesus!
Ensina-me a orar. Ensina-me a viver. De facto estas duas musicas podiam ser uma só tal é a ligação forte entre ambas.
Mas também não posso aprender a viver, se não tiver consciência que tenho de crescer, aprender, … com os outros sim!, mas especialmente Contigo. Se a mudança não vier de dentro como posso sentir-me um, integrado, coerente, justo?!
A minha vida, a dos outros e a do Mundo, interpela-me cada dia, nos meus sistemas humanos para me conduzir a algo melhor. Vemos, sentimos, escutamos, cheiramos, falamos, mas e quando viveremos bem, sem guerras, sem gritos, sem buzinas, sem palavrões?

Olho para Jesus sentindo que tem a resposta guardada num cofre. ” O mundo há-de gozar e vós haveis de estar tristes” (…) “mas no fim a vossa alegria será completa”, ao saber que destes a vida por aquilo que valia a pena, pelo que era justo, pelo que construía nova e mais fundamentadas alegrias!

Esta é a simplicidade do nosso dia-a-dia quando se cruza no caminho com um homem especial: “Que posso eu fazer por ti?” Podes dar-me a vida!?
Quando nos damos conta das inúmera situações de vida, mais temos a certeza da nossa ‘infinita’ necessidade. Quando aquilo que seria o “normal” é abalado, abala-se toda a nossa estrutura, se ela antes não tiver sido confiada a Deus.

Como podemos esperar pela alegria futura, quando vivemos na ‘tristeza’ do presente como nos fala Jesus nesta leitura? Simplesmente porque ainda não percebemos o carácter transformador da Ressurreição em que acreditamos. Ressurreição essa que precisa da nossa fé. Fé mais forte que as fragilidades de cada ser humano ao cair na ‘corrupção’ das nossas vidas, insensiveis ao Dom maior.

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