Quando achares que tens pouco, agradece a Deus o desafio de viver ao máximo o muito que tens.

Estando sentado em frente do tesouro, observava como a multidão deitava moedas. Muitos ricos deitavam muitas.Mas veio uma viúva pobre e deitou duas moedinhas, uns tostões. Chamando os discípulos, disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou no tesouro mais do que todos os outros; porque todos deitaram do que lhes sobrava, mas ela, da sua penúria, deitou tudo quanto possuía, todo o seu sustento.»

Mc 12, 41-44 

 

Nestes dias, antes de rezar, não tenho conseguido evitar conscencializar-me do dificil contexto económico que muitas pessoas estão a viver ou a preparar-se para viver. Tento evitar o assunto para não divagar com queixas e lamúrias, mas é muito complicado. Desde há quase um ano que é quase impossível abrir um jornal ou uma televisão, sem que me tentem vender os possíveis culpados da origem dos problemas que enfrentamos dias após dia. É dificil não levar este contexto para a oração, luto para não o fazer e a minha oração bloqueia.

É nestas alturas que Deus pergunta: “Que te inquieta tanto?” E quando finalmente me atrevo a responder, desabafo: “Está tudo louco! Estou atulado de preocupações, a casa, o ambiente no trabalho, a economia, os impostos, a politiquice, os chico-espertos…” descarrego o saco e termino com “e ainda por cima já não consigo rezar descansado!”

“Rezar descansado?!” Que absurdo! Rezar sem colocar meu contexto, as minhas preocupações?!! Rezar só com o meu lado bom?!!! Rezar pela metade?…. Será isso rezar?

Hoje começo a minha oração com um agradecimento:

Obrigado Senhor, porque me inquietas e me ensinas a rezar de corpo inteiro.

Obrigado Senhor, porque consegues ver uma fortuna onde outros só vêm duas moedas.

Obrigado Senhor, porque quando me queixo do meu pouco me fazes encontrar o meu muito,

Que fortuna quero viver hoje?

 

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