Mostra-me os teus caminhos para que eu queira e possa fazer a tua vontade

Senhor, começamos a semana e amanha já é feriado. Que bom! Ajuda-me a poder descansar em ti e para isso ajuda-me a perceber que os teus caminhos normalmente são diferentes aos meus… ajuda-me a abrir-me hoje à tua palavra.


E a tua palavra faz-se presente em Lucas 14, 12-14
Naquele tempo, disse Jesus a um dos principais fariseus, que O tinha convidado para uma refeição: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos».


Realmente, Senhor, a tua forma de pensar e os teus modos culturais não tem nada a ver com os meus. Na minha cultura quando se dá um almoço ou um jantar convidamos aquelas pessoas de quem gostamos, com quem estamos à vontade, que nos podem retribuir, que entendem a nossa maneira de ser.

E tu vens com as tuas coisas: «…quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos»

Gostava de poder entender um bocadinho mais aquilo que me estás a dizer já que tu também gostavas de ir a festas, estar com aqueles que te convidavam à sua casa…

Será que me estás a querer dizer que não me rodeie só das pessoas de quem gosto? Será que me convidas a acolher aqueles que mais precisam?
Será que me pedes abrir a minha vida aquelas pessoas que de primeiras não gosto nem provocam sintonia em mim?

Acho Senhor que aquilo que me mostras é que o amor que tu derramas no meu coração vai mais longe do que dar para ficar ou sentir-me bem! Que as relações a que me desafias passam por acolher aquelas pessoas de quem se calhar não vou receber nada de volta. Que posso ser para os outros sinal do teu bem querer que nem sempre obtém resultados, nem recompensas palpáveis.

Parece-me que hoje me perguntas afinal quais são as minhas razões para amar e fazer o bem. Nem sempre pode ser que as coisas corram do meu jeito e que cheguemos aos resultados que me parecem plausíveis… pois amar também é dar a fundo perdido.


Está mais que visto que os teus caminhos não são os meus, Senhor, por isso mostra-me os teus caminhos para que eu queira e possa fazer a tua vontade!

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