«Manifestou-se agora a justiça de Deus»

Obrigada Jesus por me ajudares a parar. Não queria… Chego a pensar que este tempo é desnecessário. Por isso, antes de mais peço-te desculpa por te colocar em último na lista. E agradeço-te porque mesmo assim me queres e me falas com amor.


Peço-te que abras os meus ouvidos e a minha mente para te escutar em Rom 3, 21-30:
Irmãos: Independentemente da Lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os Profetas porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os crentes. De facto não há distinção alguma, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus e todos são justificados de maneira gratuita pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus, que Deus apresentou como vítima de propiciação, mediante a fé, pelo seu sangue. Assim Deus manifestava a sua justiça, tolerando as faltas outrora cometidas, no tempo da sua paciência. Ele quis manifestar a sua justiça no tempo presente, não só para ser justo, mas também para justificar aquele que vive da fé em Jesus. Onde está então o motivo para alguém se gloriar? Fica eliminado. Por que lei? Pela lei das obras? Não. Pela lei da fé. Na verdade, estamos convencidos de que o homem é justificado pela fé, sem as obras da Lei. Deus será somente Deus dos judeus? Não o será também dos gentios? Sim, Ele é também Deus dos gentios, uma vez que há um só Deus. É Ele que há-de justificar pela fé os circuncidados, e os não-circuncidados, mediante a fé.


Jesus, detenho-me na expressão “justiça de Deus”. Todos somos sensíveis à justiça, ou falta dela, desde as inocentes brigas de crianças com os nossos irmãos passando pelo julgamento das brigas agora dos nossos filhos pequenos até a situações bem mais complexas que nos deixam sem palavras e até indignados. Tudo assenta no princípio simples de que quem pecou é o culpado. Como tal, merece um castigo, um castigo de acordo com a gravidade do pecado. Chamo-lhe pecado mas podia chamar-lhe falta, erro ou mesmo crime.
A tua justiça tem outro princípio. Redescubro na Palavra que me diriges hoje, o desconcerto da tua lógica porque olhas a cada um de forma única e não avalias o pecado dessa pessoa separadamente da sua história e circunstância atual. Nós apenas utilizamos o visível como critério e por isso usamos o julgamento com naturalidade. Ou somos julgados, da mesma forma. A tua justiça Senhor é uma justiça de misericórdia, é uma justiça de Amor, de perdão e de dar uma segunda oportunidade. Todos somos pecadores. Refere S. Paulo nesta Carta aos Romanos que “De facto não há distinção alguma, porque todos pecaram (…) e todos são justificados de maneira gratuita pela sua graça (…) mediante a fé”. A minha fé é portanto o meio através do qual compreendo, vivo e faço parte da justiça de Deus. E vou agora deter-me no pormenor de fazer parte. Lembro-me da leitura do filho pródigo em Lucas 15 e na reacção do irmão mais velho à atitude do Pai perante o irmão desregrado. Eu sou a filha mais velha muitas vezes. Olho os erros do meu irmão e condeno. E ainda me indigno contra o meu pai por o perdoar quando eu me sacrifiquei.
A tua justiça Senhor olha ao arrependimento, e por vezes, nem isso acontece. Mas como pai e mãe que és, acolhes e dizes carinhosamente “não voltes a pecar”.


Senhor, por não ser fácil entrar na tua lógica de justiça, principalmente quando se trata de situações muito complicadas, te peço a Graça de me ajudares a compreender melhor. Peço-te que me ajudes a adoptar pouco a pouco esta atitude de misericórdia comigo própria e com quem me rodeia.

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